Contra o governo, 1 milhão de pessoas tomam região da Paulista. Siga protestos pelo país> http://t.co/oTFqmW4hul pic.twitter.com/q83uyVMVlx
— VEJA (@VEJA) marzo 15, 2015
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“ "O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons." - Martin Luther King
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domingo, 15 de março de 2015
MANIFESTAÇÕES CONTRA O GOVERNO FEDERAL E O PT
domingo, 19 de janeiro de 2014
Família militar perde muito com falso cálculo da inflação. Inflação real de 2013 ultrapassa os 15%, governo diz que foi 5.9%
No seu cálculo mágico o
governo leva em consideração o preço do salmão, dos celulares e até o preço das
passagens aéreas. A alimentação, item mais importante para quem é assalariado,
tem peso de apenas 23% no cálculo. Assim é mole, se a alimentação pesasse mais
nessa conta certamente ultrapassaríamos facilmente os 15%. No Rio de Janeiro,
em maio de 2013, quando os militares receberam o reajuste, o quilo da asa de
frango estava em R$ 5,5 reais. Hoje, 14 de janeiro de 2014, a asa de frango
custa R$ 9,50, isso significa uma alta de 80%, um absurdo!
Desse jeito fica difícil.
Como nossos soldados, cabos e sargentos, parcela mais sofrida dos quartes, vão
aguentar mais dois anos com esse falso reajuste?
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
sábado, 16 de novembro de 2013
Para entender DIREITO – Zé Dirceu é “preso político” ou “POLÍTICO PRESO”???
Dirceu diz ser 'preso político'
e critica STF...
"No dia em que se apresentou à Polícia
Federal para começar a cumprir pena de prisão, o ex-ministro da Casa Civil José
Dirceu divulgou nota na qual se define como um ‘preso político de uma
democracia sob pressão das elites’
Dirceu chegou à sede da
Superintendência da PF em São Paulo, no bairro da Lapa, por volta das 20h20 de
ontem.
O petista diz que pedirá a revisão
criminal e apelará às cortes internacionais contra a decisão do Supremo".
A inversão de palavras no título acima
não é apenas semântica ou variação gramatical de um mesmo tema. É a diferença
entre uma democracia que funciona muito bem e uma ditadura que oprime de forma
cruel.
Nossa Constituição protege a liberdade
política através de vários dispositivos. Por exemplo, no artigo 5o ela diz que
é inviolável a liberdade de consciência. Consciência não é só a crença
religiosa, mas a crença em qualquer valor, inclusive políticos, doutrinários e
filosóficos. E ela protege não só nosso direito de consciência, mas também o
direito de nos exprimirmos sobre esses valores, ao dizer que “é livre a
manifestação de pensamento”.
Em seu primeiro artigo a Constituição
diz que um dos cinco valores fundamentais de nossa República é a pluralidade
política. No artigo 4o, ela diz que em nossas relações internacionais, um de
nossos princípios é a concessão de asilo internacional. Asilo é concedido
especialmente para perseguidos políticos (e não para meros políticos
perseguidos). No artigo 5o, ela diz que “não será concedida extradição de
estrangeiro por crime político ou de opinião”.
E assim vai. Há inúmeros outros dispositivos
na Constituição protegem nossa liberdade política. Logo, não pode haver preso
político no Brasil.
Por outro lado, nossa Constituição diz
no mesmo artigo 5o que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de
qualquer natureza”.
A Constituição não diz que ‘todos temos
os mesmos direitos’ ou que ‘todos temos as mesmas obrigações’ justamente para
evitar que alguém alegasse que tem um direito mas não tem uma obrigação. Se
todos somos iguais, não importa se somos políticos ou mendigos, devemos carregar
os mesmos direitos e as mesmas obrigações “sem distinção de qualquer
natureza”.
Em uma sociedade em formação, onde o
apelo de adjetivos como ‘diferenciado’, ‘top’, ‘vip’ e ‘exclusivo’ ainda tem
tanto apelo porque queremos nos achar melhores do que nossos pares, o “sem
distinção” estabelecido pela Constituição é importante. Não é porque
ocupamos determinado cargo, fomos eleitos por determinado número de pessoas ou
mantemos relações com pessoas de determinado partido ou classe social que temos
carta branca para agir fora da lei. A Justiça deve tratar todos “sem
distinção”. Inclusive políticos.
Daí não fazer sentido a frase “preso
político de uma democracia”. Ou é uma democracia ou há preso político. Não
há democracia com preso político.
Aung San Suu Kyi, em Myanmar/Burma;
Nelson Mandela, na África do Sul; e Mahatma Gandhi na Índia, são exemplos
clássicos de presos políticos em ditaduras. Chris Huhne, no Reino Unido, e
Jesse Jackson Jr, nos EUA, são exemplos de políticos presos em democracias que
funcionam bem.
Os exemplos deixam claro que todo preso
político é também um político preso, mas nem todo político preso é um
prisioneiro político.
PS: Já falamos sobre ‘apelações’ feitas
às ‘cortes internacionais’ aqui, mas vale lembrar: do ponto de vista retórico,
pode funcionar, mas do ponto de vista jurídico, tais cortes não têm qualquer
relevância porque (a) não têm jurisdição sobre o território nacional e (b) o
Brasil é soberano em suas relações internacionais e, logo, o Judiciário
brasileiro não está submetido a tais cortes.
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
FORÇAS ARMADAS ESTÃO ENGOLINDO SAPOS EM POSIÇÃO DE SENTIDO
A ditadura militar
terminou em 1985. Daqui a menos de dois anos se completarão
trinta, desde que o general João Figueiredo deixou a presidência da
República. Pelo jeito, nem o governo do PT nem a presidente
Dilma perceberam esse hiato no tempo. Continuam se
comportando como se os militares ainda fossem o inimigo a exigir combate
permanente e represálias sem conta. Esquecem que os generais de hoje nem eram
tenentes, em 1964, e que boa parte da oficialidade nem tinha nascido.
Não há outra
explicação para mais um corte no orçamento das forças armadas, agora de 4
bilhões, porque em maio foram 3,7 bilhões. Certas economias não se justificam.
É inconcebível que se abra mão do mínimo indispensável à defesa
nacional. Não estamos em guerra com ninguém, tomara que essa situação se
prolongue pela eternidade, mas garantir, ninguém garante. Acresce serem os
militares, pela Constituição, os guardiões da lei e da ordem. Sem recursos,
sucateados, com equipamento obsoleto, Exército, Marinha e
Aeronáutica chegaram ao limite de imaginar a suspensão de suas atividades nas
sextas-feiras, porque nos quartéis, nos navios e nas bases aéreas não há
dinheiro para o almoço de soldados, marinheiros e aviadores.
O país vive
dificuldades econômicas e financeiras. É preciso apertar o cinto, faltam
recursos para educação, saúde, transportes e muita coisa a mais. Menos para os
bancos, que num único semestre lucram três ou quatro bilhões, dos grandes
estabelecimentos privados aos públicos.
As forças armadas
estão engolindo sapos em posição de sentido, não estrilam, fora alguns radicais
postos em sossego na aposentadoria, cultores de um passado que o Brasil fez
escoar pelo ralo. O perigo é que eles possam contaminar
os companheiros do serviço ativo.
Fonte: http://www.diariodopoder.com.br/artigos/forcas-armadas-estao-engolindo-sapos-em-posicao-de-sentido/
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Motivos da revolta… em Campos dos Goytacazes - RJ
- Por alexandre bastos, em 23-06-2013 - 14h58
Ailton Moraes, 62 anos, desabafou: “Isso aqui é o retrato da saúde”.
Tudo isso acontecendo no país que já
gastou R$ 28 bilhões com a Copa do Mundo, no estado campeão de verbas federais
(R$ 10 bilhões) e em uma cidade com Orçamento bilionário (R$ 2,4 bilhões/ano).
E ainda tem político se perguntando
sobre os motivos da revolta…
Fonte: Blog do Bastos – Folha da Manhã
- Com a palavra as autoridades, para tentar explicar
essa covardia feita à população que mais precisa... comO diria o jornalista, “Uma
VERGONHA!!!” – comentário Bo@noia
domingo, 9 de junho de 2013
sábado, 1 de junho de 2013
Subjugar a Justiça é matar a democracia (Editorial) O Globo - por Ricardo Noblat
É o autoritarismo em marcha acelerada para obter a
hegemonia sobre o país, em detrimento das liberdades de expressão e de
imprensa, dos direitos e garantias individuais.
O Congresso argentino, de maioria kirchnerista,
aprovou seis projetos de lei do governo que “reformam” a Justiça. Um deles
amplia de 13 para 19 o número de integrantes do Conselho da Magistratura,
encarregado de designar juízes e fiscalizar sua atuação.
Os novos juízes serão escolhidos pelo voto popular,
nas mesmas listas de candidatos a deputados e senadores. As decisões serão
contaminadas pelo viés político e sempre favorecerão o governo, por óbvio.
Outro projeto estabelece um limite de seis meses
para a vigência de liminares judiciais, também com endereço certo e imediato—
vergar o Grupo Clarín na disputa que trava com o governo sobre a Lei de Meios,
outro instrumento de controle criado pela Casa Rosada, este voltado para a
mídia audiovisual (TVs, rádio, etc.).
Uma liminar tem impedido o desmantelamento do
Clarín, que seria obrigado a vender uma parte importante de seus meios de
comunicação. É punição por ter se mantido independente e, como tal, crítico do
governo K, quando necessário.
O governo argentino apenas segue a cartilha
chavista na aplicação do “kit bolivariano”, que consiste em usar as
instituições democráticas para desossar a democracia. Foi assim com Hugo
Chávez, que também ampliou o número de juízes para nomeá-los e, assim,
controlá-los. Exemplo disso deu o Tribunal Supremo da Venezuela, quando, após a
morte de Chávez, atropelou a Constituição e passou o poder diretamente ao
sucessor designado, Nicolás Maduro, até a realização de eleições. Na Bolívia e
no Equador, governos bolivarianos seguem o mesmo padrão de controle do
Judiciário.
Felizmente, o Brasil destoa nesse quadro de
involução institucional. O trabalho do Supremo Tribunal Federal no caso do
mensalão foi o melhor exemplo de que as instituições funcionam segundo os pesos
e contrapesos da democracia.
A mais alta Corte julgou, com vigoroso e técnico
debate público, garantido amplo direito de defesa, importantes figuras do campo
político no poder e cercanias. Condenou-se quando necessário, sem que isso
representasse ameaça à estabilidade institucional. Ao contrário.
Esse é um dos fatores que garantem a segurança
jurídica do país para, por exemplo, investidores nacionais e estrangeiros,
alérgicos a aplicar seu dinheiro onde as regras do jogo mudam de um dia para o
outro.
A esses investimentos está associada, na maior
parte dos casos, a criação de riquezas, empregos e o progresso do país. No afã
de controlar tudo, governos bolivarianos acabam tendo que administrar a
escassez.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
sábado, 18 de maio de 2013
Regime militar, Dilma, Comissão da Verdade: Lobão diz o que os generais tem medo de dizer.
- "Tudo passa
na Lei Rouanet", diz Lobão. Em "Manifesto do Nada na Terra do
Nunca", o músico critica artistas estabelecidos que recorrem a incentivos
oficiais.
- No livro,
compositor diz que presidente Dilma foi terrorista e que o país se prepara para
sofrer golpe de Estado.
| LOBÃO - músico |
Em uma hora e meia
de entrevista concedida em sua casa, em Pompeia, zona oeste de São Paulo, Lobão
ampliou os ataques de seu livro.
Entre diversos
assuntos, disse que o país se encaminha para um novo golpe de Estado, criticou
o passado da presidente Dilma Rousseff e a postura da líder brasileira na
Comissão da Verdade.
Sobre o meio
artístico, reclamou de nomes consagrados captarem recursos via Lei Rouanet, e
disse se orgulhar de ter recusado a autorização do Ministério da Cultura para
captar R$ 2 milhões. Procuradas pela Folha, as pessoas citadas por Lobão não se
pronunciaram até o fechamento desta edição.
Leia os principais
trechos da entrevista. (LUCAS NOBILE).
Presidente Dilma e
a Comissão da Verdade
Ela foi
terrorista. Ela sequestrou avião, ela pode ter matado. Como que ela pode criar
uma Comissão da Verdade e, como presidenta, não se colocar? Deveria ser a
primeira pessoa a ser averiguada. Você vai aniquilar a história do Brasil? Vai
contar uma coisa totalmente a favor com esse argumento nojento? Porque eles
mataram, esquartejaram pessoas vivas, deram coronhadas, cometeram crimes.
O estopim, a causa
da ditadura militar foram eles. Desde 1935, desde a coluna Prestes, começaram a
dar golpes de Estado. Em 1961, começaram a luta armada. Era bomba estourando,
eu estava lá. Minha mãe falava: você vai ser roubado da gente, o comunismo não
tem família.
Quase um milhão de
pessoas saíram às ruas pedindo para o Exército tomar o poder.
Acham que a junta
militar estava a fim de dominar o Brasil? Não vejo nenhum desses presidentes
militares milionário. E massacram os caras.
Regime militar
Não acredito em
vítima da ditadura, quero que eles se fodam. Eu fui perseguido, passei quatro
anos perseguido por agentes do Estado. Por que eu tinha um galho de maconha? Me
botaram por três meses na cadeia. Nem por isso eu pedi indenização ao Estado.
Devo ter sofrido muito mais do que 90% desses caras que dizem que foram
torturados.
PT
Esses que estão no
poder, Dilma, Emir Sader, Franklin Martins, Genoíno, estavam na luta armada.
Todos esses guerrilheiros estão no poder. Porra, alguma coisa está acontecendo!
Em 1991, só tinha um país socialista na América Latina, hoje são 18. São
neoditaduras pífias. A Argentina é uma caricatura, o Evo Morales, o Maduro. Vão
deixar o comunismo entrar aqui? É a mesma coisa que botar o nazismo. A América
do Sul está se tornando uma Cortina de Ferro tropical. Existe uma censura
poderosíssima perpetrada por uma militância de toupeiras. Quem está dando golpe
na democracia são eles, o PT está há dez anos no governo.
Golpe de Estado
Todo mundo fala da
ditadura, do golpe militar, isso nunca esteve tão vivo. Os militares estão cada
vez mais humilhados. As pessoas têm que entender que nenhum país civilizado
conseguiu ser um país com suas Forças Armadas no estado em que está a
brasileira. Eles fizeram a Força Nacional, uma milícia armada, uma polícia
política. Está tudo pronto para vir um golpe e as pessoas não estão vendo.
Ministério da
Cultura
Se você tirar o
Ministério da Cultura, o que não é sertanejo universitário morre. Eu recusei R$
2 milhões do Ministério da Cultura para fazer uma turnê. O ministério libera
tudo, e impressionam as temáticas: bandas mortas se ressuscitam para comemorar
um aniversário de vida que não tem!
O próprio Barão
Vermelho! Todos pediram grana [via lei de incentivo]: Barão, Paralamas.
O Gilberto Gil é o
rei, um dos que mais pedem [recurso via Lei Rouanet]!
O cara foi
ministro! Como é que as pessoas podem aturar isso? A Paula Lavigne é a rainha
[da Lei Rouanet].
Por que os
intelectuais brasileiros, diante de uma situação asquerosa como esta, ficam
calados?
Tropicália
Todos esses mitos
da Semana de 22 foram perpetuados por movimentos como o concretismo, o cinema
novo, a Tropicália.
Sempre tive muito
desinteresse pela Tropicália. Tom Zé, Jards Macalé e João Donato sempre foram
melhores do que os que estão aí hoje representando o movimento, tanto o da
bossa nova quanto o da Tropicália. João Donato dá de mil no João Gilberto
porque ele é um puta compositor e pianista. Mas nunca tem o mérito, é tudo o
pistolão, quem tem amigo, é da máfia. É conchavo o tempo todo. O Gilberto Gil,
a Preta Gil, é um absurdo. Ganhou um império atrás dos benefícios do pai.
RAP
Os Racionais são o
braço armado do governo, são os anseios dos intelectuais petistas, propaganda
de um comportamento seminal do PT. Não acredito em cara ressentido.
Emicida, Criolo,
todos têm essa postura, neguinho não olha, não te cumprimenta. Vai criar uma
cizânia que nunca teve, ódios [raciais] estão sendo recrudescidos de razões
históricas que nunca aconteceram aqui.
Estão importando
Black Panthers, Ku Klux Klan. Tem essa coisa de "branquinho, perdeu, vamos
tomar seu lugar". Como permitem esse discurso?
MANIFESTO DO NADA
NA TERRA DO NUNCA
AUTOR Lobão
EDITORA Editora
Nova Fronteira
R$ 39,90
(248 págs.)
Fonte: Folha Ilustrada/montedo.com
domingo, 12 de maio de 2013
Para que serve uma Comissão de Meia Verdade?
Não se deve temer a verdade. É bíblico. “A Verdade vos libertará!”. Não
é assim?
Mas qual é a verdade dos homens? Sei quais não são. Do coronel Carlos
Alberto Brilhante Ustra jamais será. A argumentação do assassino demonstra que
continua acreditando na mentira.
Não foi ele quem impediu a implantação de um regime de extrema esquerda
no Brasil. Foi o povo nas ruas.
A derrubada de uma ditadura de extrema direita ensinou que toda e
qualquer quebra da legalidade deve ser execrada. Aprendemos que deveríamos
impedir que outra – de extrema-esquerda – fosse imposta ao Brasil.
A nós, nas ruas, não importava a cor do porco. O essencial era impedir a
continuidade da barbárie cometida em nome do Estado e com o uso do mesmo.
Sempre quisemos liberdade, dignidade e democracia.
De onde o famigerado Ustra tira a conclusão de que ele seria um
“defensor” de nossos direitos, como afirmou no depoimento patético na Comissão
da Verdade?
É um anistiado. E em nome do que foi possível ser feito, à época, para
dar fim ao pesadelo. Seria salutar que o Brasil passasse a respeitar os
compromissos com a história assumidos pelo povo. Ou em nosso nome.
Não propugno a prisão de quem foi anistiado. Anistia é perdão. Foi
negociada e não imposta. Foi uma conquista que os que estão agora no poder (e
naquela época, onde estavam?) teimam em tentar desprezar, sem entender que desprezam
a NOSSA luta.
Mas a Verdade tem que ser dita. Demonstrada e exposta, como antídoto.
Ustra foi (e parece continuar a ser) um monstro. Alguém com um grave desvio de
conduta. É daqueles que se compraziam com a dor imposta a outros. Com o poder
infinito sobre a vida de terceiros.
Acha que quem deveria estar sentado na Comissão da Verdade é o Exército.
Precisa explicar melhor o que diz e identificar os alvos que está mirando.
Nada que é erguido sobre mentiras tem a mais remota chance de prosperar.
Como a ditadura não prosperou. Foi por isso que as ditaduras — todas — não
prosperam. É por isso que democracias centenárias esbanjam saúde.
As democracias são eternas. As ditaduras são acidente de percurso,
dolorosos e desnecessários. Estes novos tempos pós-ditadura são diferentes dos
anos de chumbo.
O que há em comum entre o que vivemos hoje e o que sofremos ontem é a
mentira oficial. É indispensável a demonização dos adversários. Se antes éramos
os “comunistas” – nunca fui! – hoje somos os “raivosos direitistas”. Nunca fui!
A ferocidade de um Ustra não tem parentesco estreito com a imbecilidade
patética de um Delúbio Soares, a arrogância idiota de um José Genoino, a
mitomania de um Dirceu ou a megalomania de um Lula. São males distintos. Um é
uma besta humana. Os outros são delirantes corruptos.
Mas há como ver nos dias de hoje as mesmas sementes que germinaram no
pântano de 1964. A tentativa de censurar a imprensa, por exemplo. O Brasil que
se deve amar ou deixar. A idolatria que substituiu generais por sindicalistas.
A procissão de programas nunca executados: antes a Transamazônica, agora o PAC.
A compra de apoios da dita classe (desclassificada) política. O emprego de
asseclas (antes os milicos, hoje os companheiros). A alteração da história como
instrumento de permanência no poder (antes o perigo vermelho, hoje o desprezo
pelo que outros fizeram. Pelo que nós fizemos.)
Ideologicamente, cada vez mais o hoje se parece com o ontem.
Sem Ustras, pois isso seria repetir a barbárie! Com a troca da violência
física pela violência moral.
Os lulopetistas somente aprimoraram o método
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Renegociação de Itaipu foi uma grande pisada na jaca
Por
Pedro Luiz Rodrigues
| Marco Aurélio Garcia Eleito Homem Sem Visão pela Veja.com |
Em 2009, o professor Marco Aurélio Garcia -
assessor internacional da Presidência e percebido como o principal gerente da
política externa brasileira para assuntos sul-americanos – não escondeu
seu entusiasmo quando o Congresso aprovou o acordo fechado entre o Brasil e o
governo do então presidente do Paraguai, Fernando Lugo, renegociando os termos
do Tratado de Itaipu.
MAG, como Garcia é chamado informalmente nos
corredores do Planalto, tinha razão para estar se achando o máximo. Afinal fora
um dos que mais defendera a mudança no Tratado, cuja aprovação foi arrancada a
fórceps do Congresso. Dessa maneira, o Brasil passou a pagar três vezes
mais do que antes pagava ao Paraguai pela energia que nos cede em Itaipu. Em
pior, o acordo perdeu sua virgindade.
Na cabeça do Professor MAG, parece não haver se
consolidado a noção que é tão claramente explicitada nos manuais
introdutórios do Direito Internacional Público: a de que os acordos
internacionais são compromissos estabelecidos entre Estados e não entre governos.
Que se dane o Direito Internacional Público. Tendo
o presidente Fernando Lugo como parceiro ideológico do outro lado da ponte da
Amizade, proferiu o professor a seguinte pérola à Agência Brasil (em 28.5.2009,
viva a Internet): “O tratado (de Itaipu) surgiu em determinada circunstância
histórica, que não fomos nós que criamos nem o atual governo paraguaio”.
Juro que fico com calafrios na espinha só de pensar
se essa extraordinária manifestação de tão graduado assessor tivesse sido
feita em relação aos tratados que definem nossas fronteiras. Não foram os
governos aos quais tem prestado sua assessoria o professor MAG que assinaram
tais acordos. E daí? Deixam der menos válidos por isso?
Voltemos ao professor, que naquele mesmo dia deu
outras declarações à Agência Brasil: Lembrou que existem que, no caso, haviam
dois tipos de reivindicações que precisavam ser compatibilizadas: uma de ordem
econômica, para as quais são necessários recursos, outra de ordem simbólica e
política: “E o atual governo paraguaio foi eleito levantando algumas bandeiras,
então ele tem hoje que prestar algum tipo de satisfação. Vamos ter que
encontrar um denominador comum para atender a todas essas reivindicações. O
presidente Lula e o presidente paraguaio, Fernando Lugo, têm um diálogo muito
bom e eu acredito que isso vai chegar em um bom ponto”, concluiu MAG.
Normalmente, quem tem juízo busca usar a reflexão
para evitar problemas no futuro. O Brasil poderia ter proposto algum tipo de
benefício ao país vizinho que o auxiliasse a concretizar suas aspirações
desenvolvimentistas, mas nunca poderia mexer num acordo juridicamente perfeito.
Pacta sunt servanda! Foi quase que o lema nosso querido ministro Rezek nas
aulas do Instituto Rio Branco.
A trapalhada de 2009 começaria a mandar cobranças
em 2012, depois de o governo paraguaio (já então execrado por MAG, por conta do
impeachment de Lugo) propor nova renegociação para aumentar o valor pago
pelo Brasil pela energia excedente de seu país.
O mesmo assessor presidencial que favorecera a
mudança três anos anos, a mostrou-se inflexível e descartou a possibilidade de
uma nova renegociação.
Mas agora, brasileiros e brasileiras, preparem-se!
Uma vez que o Tratado de Itaipu já foi mexido uma vez, não há razão, pela ótima
do Paraguai, que não seja mexido novamente.
Só que agora o jogo paraguaio será muito mais
sofisticado.
O governo de Assunção convidou um dos economistas
de maior visibilidade internacional, Jeffrey Sachs, para estudar a situação
energética do país e, muito em particular, o Tratado de Itaipu. O detalhado
estudo que sua equipe fez sobre o assunto será apresentado ao presidente-eleito
Horácio Cartes dentro de mais algumas semanas.
Esse estudo terá duas partes: de um lado vão propor
formas de que o país utilize parte da energia que cede ao Brasil em Itaipu para
possibilitar que a indústria paraguaia dê um grande salto. De outro, há a
questão da usina binacional. Sobre o assunto, Sachs adiantou ontem à imprensa
de Assunção: “estamos analisando os aspectos financeiros relacionados com a
geração hidrelétrica do Paraguai, em particular Itaipu. Em minha opinião, o
Paraguai realmente deveria obter melhores condições de Itaipu, substancialmente
melhores do que já obteve”.
Sachs disse ao Abc Color que “uma grande parte da
dívida contratada para construir Itaipu já foi paga, pelo menos no que diz
respeito à parte paraguaia da mesma”. “Se pelos livros de contabilidade Itaipu
deve ainda quase vinte bilhões de dólares, metade dessa dívida é do Paraguai e
isso, quando nos debruçamos sobre os números, não faz o menor sentido”.
Não faz sentido, na opinião de Sachs, pois se for
tomada a quantidade de energia exportada ao Brasil pelo Paraguai desde o início
de Itaipu, e sobre essa quantidade se colocar qualquer preço minimamente
realista, fica claro que o Paraguai já terá pago a maior parte de sua
dívida, ou talvez ela toda.
- Acho que o Brasil e o Paraguai deveriam chegar a
um entendimento muito melhor em torno dessa situação, e espero que isso possa
se dar com o novo governo, através de discussões sensatas e transparentes.
Em minha opinião, questões tais relevantes
como essa não devem e não podem ficar na mão de assessores, independentemente
do cargo que ocupem ou da relevância que pensem ter. Questões de Estado, como
esta de Itaipu, devem ser negociados com quem acumulou competência no passado
para isso: o Itamaraty. Não faltam quadros experimentados na instituição.
Enquanto esse governo petista tratar os interesses da
nação sob o viés ideológico dessa esquerda equivocada empoleirada no PT, o país
será sempre prejudicado e ridicularizado na comunidade internacional.
sábado, 20 de abril de 2013
A reportagem de VEJA sobre o caso Rose lembrou a Lula que sábado é o mais cruel dos dias para quem tem culpa no cartório
-Por Auguso Nunes, Direto ao Ponto, Veja.com
| Palazzo Pamphili, sede da embaixada brasileira em Roma: hotel de Rose |
Há 148 dias Lula insulta o Brasil que presta com a acintosa mudez sobre o escândalo que protagonizou em companhia de Rosemary Noronha. Neste sábado, a reportagem de capa de VEJA, que revela bandalheiras colecionadas pela ex-segunda-dama na chefia do escritório da Presidência da República em São Paulo, confirmou que o caso não será sepultado pelo silêncio do artista de palanque. Também lembrou ao ex-presidente que sábado é mesmo o mais cruel dos dias para quem tem culpa no cartório.
Ressentida com parceiros e amigos que a teriam abandonado, Rose ainda não engole a ideia de naufragar sozinha. Vai afundar atirando, prometem as ameaças em código que vem emitindo. Uma delas foi a troca dos responsáveis por defendê-la. Entregue até recentemente aos cuidados de advogados escolhidos pelo PT, Rose contratou um escritório que durante anos prestou serviços ao PSDB para livrá-la de punições aplicáveis aos muitos crimes que cometeu.
Outro sinal de perigo a ameaça é a lista de testemunhas arroladas pelos novos defensores da vigarista que Lula promoveu a servidora da pátria. Para ajudá-la a escapar do processo administrativo em que é acusada de usar e abusar da estrutura do gabinete presidencial em benefício próprio, foram relacionados, por exemplo, Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência e ex-chefe de gabinete de Lula, a notória Erenice Guerra, ex-braço direito de Dilma Rousseff, e Ricardo Oliveira, ex-vice-presidente do Banco do Brasil e assíduo frequentador do escritório na Avenida Paulista.
A reportagem de Robson Bonin se amparou no relatório final de 120 páginas, elaborado por técnicos do Planalto, que condensa os resultados da sindicância que levou a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, a pedir a abertura do processo administrativo contra a Primeiríssima Amiga. VEJA teve acesso ao documento.
Confira dois trechos da reportagem:
Era grosseira e arrogante com seus subalternos. Ao mesmo tempo, servia com presteza aos poderosos, sempre interessada em obter vantagens pessoais — um fim de semana em um resort ou um cruzeiro de navio, por exemplo. Rosemary adorava mordomias. Usava o carro oficial para ir ao dentista, ao médico, a restaurantes e para transportar as filhas e amigos. O motorista era seu contínuo de luxo. Rodava São Paulo a bordo do sedã presidencial entregando cartas e pacotes, fazendo depósitos bancários e realizando compras. Como uma rainha impiedosa, ela espezinhava seus subordinados.
Mensagens inéditas reunidas no relatório da investigação mostram que a ex-secretária foi recebida com honras de chefe de estado na embaixada brasileira em Roma. Todas as facilidades possíveis lhe foram disponibilizadas. Rose temia ter problemas com a imigração no desembarque em Roma. O embaixador José Viegas enviou-lhe uma carta oficial que poderia ser apresentada em caso de algum imprevisto. Rose não conhecia a Itália. O embaixador colocou o motorista oficial à sua disposição. Rose não tinha hotel. O embaixador convidou-a a ficar hospedada no Palazzo Pamphili — e ela não ocuparia um quarto qualquer. Na mensagem, o embaixador brasileiro saudou a ida de Rose com um benvenuti!, em seguida desejou-lhe buon viaggio e avisou que ela ficaria hospedada com o marido no “quarto vermelho”. Quarto vermelho?! Como o Itamaraty desconhece esse tipo de denominação, acredita-se que “quarto vermelho” fosse um código para identificar os aposentos relacionados ao chefe — assim como normalmente se diz “telefone vermelho”, “botão vermelho”, “sala vermelha”…
Há muito mais informações nas páginas da revista. E seguem seu curso os desdobramentos judiciais da Operação Porto Seguro, que descobriu as patifarias que enriqueceram a protegida do rei e pseus comparsas. Se Lula persistir na tática da afonia seletiva, o Ministério Público e a Polícia Federal terão de obrigá-lo a falar sobre as delinquências em que se meteu ao lado de uma quadrilheira. Rose é coisa dele.
Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/
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