"O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons." - Martin Luther King

sexta-feira, 4 de abril de 2014

A VERDADE: EU MENTI - Por MIRIAN MACEDO

Eu, de minha parte, vou dar uma contribuição à Comissão da Verdade. Fui uma subversivazinha medíocre, mal fui aliciada e já caí, com as mãos cheias de material comprometedor. Não tive nem o cuidado de esconder os jornais da organização clandestina a que eu pertencia, eles estavam no meio dos livros de uma estante, daquelas improvisadas, de tijolos e tábuas, que existia em todas as repúblicas de estudantes, em Brasília naquele ano de 1973.

Já contei o que eu fazia (quase nada). A minha verdadeira ação revolucionária foi outra, esta sim, competente, profícua, sistemática: MENTI DESCARADAMENTE DURANTE 30 ANOS!
Repeti e escrevi a mentira de que tinha tomado choques elétricos (poucos, é verdade), que me interrogaram com luzes fortes, que me ameaçaram de estupro quando voltava à noite dos interrogatórios no DOI-CODI para o PIC e que eu ficavam ouvindo “gritos assombrosos” de outros presos sendo torturados (aconteceu uma única vez, por pouquíssimos segundos: ouvi gritos e alguém me disse que era minha irmã sendo torturada. Os gritos cessaram – achei, depois, que fosse gravação – e minha irmã, que também tinha sido presa, não teve um único fio de cabelo tocado).
Eu menti dizendo que meus algozes diversas vezes se divertiam jogando-me escada abaixo, e, quando eu achava que ia rolar pelos degraus, alguém me amparava (inventei “um trauma de escadas”, imagina). A verdade: certa vez, ao descer as escadas até a garagem no subsolo, alguém me desequilibrou e outro me segurou, antes que eu caísse.
Quanto aos empurrões de que eu fui alvo durante os dias de prisão, não houve violência nem chegaram a machucar nada mais que um gesto irritado de um dos inquisidores, eu os levava à loucura, com meu enrolation. Sou rápida no raciocínio, sei manipular as palavras, domino a arte de florear o discurso. Um deles repetia sempre: “Você é muito inteligente. Já contou o pré-primário. Agora, senta e escreve o resto”.
Quem, durante todos estes anos, tenha me ouvido relatar aqueles dias em que estive presa, tinha o dever de carimbar a minha testa com a marca de “vítima da repressão”. A impressão, pelo relato, é de que aquilo deve ter sido um calvário tão doloroso que valeria uma nota preta hoje, os beneficiados com as indenizações da Comissão da Anistia sabem do que eu estou falando.
Ma va! Torturada?! Eu?! As palmadas que dei na bunda de meus filhos podem ser consideradas tortura inumana se comparadas ao que (não) sofri nas mãos dos agentes do DOI-CODI.

Que teve gente que padeceu, é claro que teve. Mas alguém acha que todos nós que saíamos da cadeia contando que tínhamos sido barbaramente torturados falávamos a verdade?
Não, não é verdade. Noventa e nove por cento das barbaridades e torturas eram pura mentira! Por Deus, nós sabemos disto! Ninguém apresentava a marca de um beliscão no corpo. Éramos barbaramente torturados e ninguém tinha uma única mancha roxa para mostrar! Sei, técnica do torturadores. Não, técnica de torturado, ou seja, mentira.
Mário Lago, comunista até a morte, ensinava: “quando sair da cadeia, diga que foi torturado. Sempre.” A pior coisa que podia nos acontecer naqueles “anos de chumbo” era não ser preso. Como assim, todo mundo ia preso e nós não? Ser preso dava currículo, demonstrava que éramos da pesada, revolucionários perigosos, ameaça ao regime, comunistas de verdade! Sair dizendo que tínhamos apanhado, então! Mártires, heróis, cabras bons.
Vaidade e mau-caratismo puros, só isto. Nós saímos com a aura de hérois e a ditadura com a marca da violência e arbítrio. Era mentira? Era, mas, para um revolucionário comunista, a verdade é um conceito burguês, Lênin já tínhamos nos ensinado o que fazer.

E o que era melhor: dizer que tínhamos sido torturados escondia as patifarias e amarelões que nos acometiam quando ficávamos cara a cara com os “ômi”. Com esta raia miúda que nós éramos, não precisava bater. Era só ameaçar, a gente abria o bico rapidinho.
Quando um dia perguntaram-me se eu queria conhecer a marieta, pensei que fosse uma torturadora braba. Mas era choque elétrico (parece que marieta era uma corruptela de maritaca (nome que se dava à maquininha que rodava e dava choque elétrico). Eu não a quis conhecer.

Relembrar estes fatos está sendo frutífero. Criei coragem e comecei a ler um livro que tenho desde 2009 (é mais um que eu ainda não tinha lido): “A Verdade Sufocada – A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça”, escrito pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ulstra. Editora Ser, publicado em 2007. Serão quase 600 páginas de verdade sufocada? Vou conferir.
Fonte: http://www.diariodopoder.com.br/artigos/a-verdade-eu-menti/

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Mais uma gafe da PresidANTA despreparada, cada discurso de improviso é uma piada...

Dilma chora
Dilma chora (lágrimas de crocodilo) e ainda pelo samba errado...
Dilma Rousseff cometeu uma gafe, mais uma, hoje durante a cerimônia  de transferência do Galeão para a iniciativa privada. Lá pelas tantas, emocionada, declamou o belíssimo Samba do Avião, de Tom Jobim. E disse:
- Esse Samba do Avião faz uma ligação entre o Brasil de hoje e o Brasil de ontem, porque oSamba do Avião descreve a chegada no Brasil, e em especial no Galeão, dos brasileiros que voltavam ao Brasil após a Anistia, alguns após 21 anos de exílio, outros menos do que isso, mas essa é a realidade, o Samba do Avião é isso. É de fato, e nessa semana é um momento especial, uma homenagem aos exilados…
Dilma embargou a voz, encheu os olhos de lágrimas com justa emoção. Só que o Samba do Avião foi lançado em 1962, dois anos antes do golpenada tem a ver com exilados.
A canção de Tom que remete aos exilados é Sabiá, parceria dele com Chico Buarque, de 1967. Diz a letra: “”Vou voltar/Sei que ainda vou voltar/Para o meu lugar”.
Além disso, os exilados não voltaram ao “Brasil após 21 anos de exílio”. Negativo. A Anistia é de 1979, quando a quase totalidade dos exilados retornou – ou seja, quinze anos após o golpe.
Nos discursos de improviso o risco de gafe é enorme. Mas não custava a assessoria de Dilma tê-la preparado melhor.
Por Lauro Jardim

VOTE NA DILMA (tem promoções espetaculares - Vejam) - Arnaldo Jabor

Vote na Dilma e ganhe, inteiramente gratis, um José Sarney de presente agregado ao Michel Temmer.
Mas não é só isso, votando na Dilma você também leva, inteiramente grátis (GRÁTIS???) um Fernando Collor de presente.
Não pense que a promoção termina aqui.
Votando na Dilma você também ganha, inteiramente grátis, um Renan Calheiros e um Jader Barbalho.
Mas atenção: se você votar na Dilma, também ganhará uma Roseana Sarney no Maranhão, uma Ideli Salvati em Santa Catarina e uma Martha Suplício em S.Paulo.
Ligue já para a Dirceu-Shop, e ganhe este maravilhoso pacote de presente: Dilma, Collor, Sarney pai, Sarney filho, Roseana Sarney, Renan Calheiros, Jáder Barbalho, José Dirceu, DelúbioSoares, José Genoíno, e muito, muito mais, com um único voto.
E tem mais, você também leva inteiramente grátis, bonequinhos do Chavez, do Evo Morales, do Fidel Castro ao lado do Raul Castro, do Ahmadinejad, do Hammas e uma foto autografada das FARC´s da Colombia.
Isso sem falar no poster inteiramente grátis dos líderes dos bandidos "Sem Terra", Pedro Stedile e José Rainha, além do Carlos Minc com uniforme de guerrilheiro e sequestrador.
Ganhe, ainda, sem concurso, uma leva de deputados especialistas em mensalinhos e mensalões. E mais: ganhe curso intensivo de como esconder dinheiro na cueca, na meia, na bolsa ..., ministrado por Marcos Valério e José Adalberto Vieira da Silva e José Nobre Guimarães.
Tudo isto e muito mais..

TSE retira comentário do Arnaldo Jabor do Site da CBN
ESSE TEXTO PRECISA E DEVE SE TRANSFORMAR NA MAIOR CORRENTE QUE A INTERNET JÁ VIU !!!
Não deixe de repassar é o mínimo que podemos fazer diante de tanta corrupção! 

ESSE TEXTO PRECISA E DEVE SE TRANSFORMAR NA MAIOR CORRENTE QUE A INTERNET JÁ VIU !!!

((( COMPARTILHEM ))) !!!!
Fonte: https://www.facebook.com/

Versão fardada dos 3 patetas...


Vendidos aos PeTralhas, não dão voz aos anseios de seus subordinados, são joguetes nas mãos da PeTralhada...Foto: QUEM LEMBRA DOS 3 PATETAS?

*Os atrapalhados patetas da TV nos faziam rir. Já esses 3 senhores que estão a frente do Comando das Forças Armadas, conseguem ser "engraçadinhos", brincando de mandar numa "tropa" que o #GOVPT tenta DESMORALIZAR.

Vestidinhos em suas fardas recheadas de medalhas (merecidas), estão todos acima da idade constitucional 68 anos) para exercerem os cargos que ocupam.

*Como dizia o Jô (Viva o Gordo): - "Tá na hora de "mimi", bota "pijaminha", vai "mimi"!!! :) :) :)

1964 – A sindicância das Forças Armadas e algumas verdades inconvenientes

Como faltam informações, então tomem letras garrafais: “Forças Armadas vão investigar torturas em centros militares” — e variantes disso. Mais ou menos. As Três Forças decidiram abrir sindicância para a eventual coleta de dados que confirmem práticas irregulares em sete dependências militares, a saber:
No Rio de Janeiro:
- Destacamento de Operações de Informações do I Exército (DOI/I Ex);
- 1ª Companhia de Polícia do Exército da Vila Militar;
- Base Naval da Ilha das Flores;
- Base Aérea do Galeão;
Em São Paulo:
- Destacamento de Operações de Informações do II Exército (DOI/II Ex);
No Recife:
- Destacamento de Operações de Informações do IV Exército (DOI/IV Ex);
Em Belo Horizonte:
-Quartel do 12º Regimento de Infantaria do Exército.
A decisão atende a um pedido feito pela Comissão Nacional da Verdade, aquele grupo interessado em destacar os aspectos moralmente superiores e martirizados de um dos lados e os moralmente inferiores e perversos do outro. É aquela comissão que transforma um Marighella em herói e que, se pudesse, mandaria para a cadeia o sargento da esquina. Que se chamasse “Comissão Nacional da Revisão da História”, vá lá. Não seria mentirosa ao menos no nome.
Só para registro: já houve outras comissões e sindicâncias antes. Como não chegaram a resposta pretendida, vai-se tentar mais uma vez. É o esforço permanente para que o mundo dos mortos possa dar uma forcinha ao mundo dos muito vivos.
Gente como Franklin Martins ou Carlos Eugênio da Paz, por exemplo, não precisam explicar nada. Basta correr para o abraço. Não adianta a grita. Não mudo de ideia, não! Se é para contar a verdade, então que se conte a… verdade!
Li em algum lugar que punir os torturadores, mas não o terroristas, faz sentido porque estes já triam sido processados e punidos pelo regime. Uma ova! Peguemos o mais influente deles hoje em dia: Franklin Martins. Ele ficou preso, sim, por menos de três meses em 1968, mas quem disse que respondeu pelos crimes que praticou — sequestro inclusive? Não respondeu, não! E nem defendo que seja submetido agora a processo. Por isso houve a Lei da Anistia: para ele, para outros como ele, mas também para o “outro lado”.
“Ah, mas quem disse que são faces opostas de uma mesma narrativa?” São, sim! É Franklin que não me deixa mentir. É ele quem confessa que teria, sim, executado o embaixador sequestrado. Alguns dirão: “A questão é política, não pessoal!” Sem dúvida! Ele estava certo de que aquilo era parte da revolução. E os torturadores estavam certos de que estavam a combater o comunismo. Quem é mais moral? Ninguém. São amoralidades opostos e complementares.
De resto, admita-se: a esquerda sempre foi muito mais eficiente como máquina de matar. Todo o aparato repressivo no Brasil fez 424 cadáveres. Meia-dúzia de terroristas armados mataram, no mínimo, 120 pessoas — muitas delas nem estavam na luta política ou só cumpriam ordens.

Por Reinaldo Azevedo
Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/1964-a-sindicancia-das-forcas-armadas-e-algumas-verdades-inconcenientes/