"O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons." - Martin Luther King

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Gilmar Mendes pede (ao Senador Suplicy) 'vaquinha' para reaver R$ 100 milhões do mensalão

- Para ele, assim como a pena de prisão, a pena de multa é intransferível e restrita ao condenado
Após receber um ofício do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) cobrando explicações sobre as suspeitas levantadas contra as doações para petistas condenados no processo do mensalão, o ministro Gilmar Mendes enviou uma carta ao parlamentar e sugeriu a realização de uma vaquinha para ressarcir “pelo menos parte dos R$ 100 milhões subtraídos dos cofres públicos”. No documento, Mendes diz ter certeza que Suplicy “liderará o ressarcimento ao erário” e comenta que o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, que conseguiu num único dia arrecadar R$ 600 mil, poderá emprestar sua “expertise” para colaborar na recuperação do dinheiro desviado pelo mensalão.
“Não sou contrário à solidariedade a apenados. Ao contrário, tenho a certeza que Vossa Excelência liderará o ressarcimento ao erário público das vultuosas cifras desviadas (...) Quem sabe o ex-tesoureiro Delúbio Soares com a competência arrecadatória que demonstrou - R$ 600 mil num único dia, verdadeiro e inédito prodígio! - possa emprestar tal expertise”, diz trecho da carta. Multas Na carta, o ministro destacou trecho do artigo 5º da Constituição dizendo que “nenhuma pena passará da pessoa do condenado”.
Para ele, assim como a pena de prisão, a pena de multa é intransferível e restrita ao condenado. Ou seja, tal como pessoas solidárias aos condenados não podem passar alguns dias por eles na cadeia, também não poderiam pagar as multas impostas pela Justiça. “[A campanha de doações para o pagamento da multa] em última análise sabota e ridiculariza o cumprimento da pena - que a Constituição estabelece como pessoal e intransferível - pelo próprio apenado.”
Mendes ainda reclama da falta de transparência no sistema de arrecadações e diz que todos os dados devem ser analisados pelo Ministério Público e pela Receita Federal. Diz ainda que sites usados para as arrecadações são hospedados no exterior, o que dificultaria ainda mais a fiscalização das “doações moralmente espúrias” e destinadas a “contornar efeitos de decisão judicial”. 
Fonte: Folhapress 14/02/2014 19:14:00 Atualizado em 14/02/2014 19:19:33

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Exercendo e treinando uma LIDERANÇA BÍBLICA

- E comum alguns líderes serem acometidos da "síndrome do polvo", querem ser multitarefas e por isso, não conseguem conduzir o rebanho que lhes foi confiado, com eficiência, chegando ao final estressados, doentes e frustrados. Esse artigo propõe o exercício e treinamento de uma liderança "compartilhada", como instrumento que ajuda a formar "discípulos", a partir de princípios bíblicos - (comentário Bo@noia)

Quais São Algumas Maneiras Práticas de um  Pastor Treinar Jovens Homens para o  Ministério?
1. Compartilhe o seu púlpito (com cautela). Procure  maneiras de dar a jovens homens, que sejam  doutrinária e pastoralmente confiáveis, oportunidades  para pregar e ensinar em sua congregação – ainda que  eles não tenham a prática de falar em público.
2. Ensine a sua congregação a cuidar de outras igrejas e  dos propósitos mais amplos do reino de Deus, de modo  que eles também compartilhem a meta de levantar  pastores. Encoraje-os a ver que isso lhes será mais  proveitoso no longo prazo. Isso irá ajudá-los a ser mais  generosos, a orar e a ser mais pacientes com homens  mais jovens e inexperientes.
3. Ore publicamente por outras igrejas e pastores, pelo  nome.
4. Ore publicamente pela propagação do evangelho em  outras nações, pelo nome.
5. Procure outras maneiras de oferecer oportunidades de  ensino e evangelização a homens mais jovens, tais  como classes de escola dominical, oração pública ou a  direção do culto. Treine-os no processo. Faça avaliações construtivas.
6. Mantenha uma “resenha do sermão” regular. Convide  participantes que estejam publicamente envolvidos no ministério da igreja para recapitular os eventos do dia.  Peça avaliações construtivas de sua pregação ou  direção. Seja um modelo de como dar e receber  encorajamento e críticas piedosas. (Dicas: enfatize o  que for bíblico, teológico, pastoral, em vez do que for de sua preferência pessoal; seja honesto, mas não  lance um monte de críticas sobre os jovens e  inexperientes de uma só vez; procure evidências da  graça.)
7. Apresente um exemplo pessoal de evangelização,  amizades com não-cristãos e discipulado de cristãos  mais jovens. Olhe para aqueles que começam a imitar  seu exemplo e invista especificamente neles.
8. Considere desenvolver um internato pastoral. Clique  aqui para obter alguns exemplos de treinamento  pastoral realizados em igrejas (N.T.: em inglês).
9. Dê grandes quantidades de bons livros. Convide líderes em formação para uma conversa sobre o livro que você lhes deu, após eles lerem-no.
10. Convide homens mais jovens para a sua sala de  estudos, para que eles leiam e produzam à medida que você faz o mesmo.
11. Convide líderes em formação para que participem do seu processo de preparação do sermão. Discuta o  texto com um ou dois outros homens à medida que  você estuda. Após obter o ponto principal do texto,  convide alguém para pensar em aplicações do sermão  com você.
12. Pense em quaisquer janelas em sua vida e  ministério que você possa abrir para líderes em  formação: refeições em sua casa, serviços, visitas  pastorais, compromissos em outras igrejas,  conferências.
13. Discuta questões pastorais (que não sejam  delicadas) com homens mais jovens e peça-lhes sua  contribuição. Isso os treinará a pensar teológica e  pastoralmente, e pode até mesmo lhe dar uma nova  percepção do problema.

Como Eu Posso, Como Líder de Igreja, Ajudar a Cultivar uma Cultura de Discipulado?
1. Estruture a sua própria agenda semanal para incluir tempo com cristãos mais jovens (cafés da manhã, almoços, visitas rápidas, conversas regulares sobre o sermão, etc.).
2.  Se você lidera uma congregação instruída, peça a igreja uma verba pastoral para dar livros de presente. Tenha uma pilha de livros em seu gabinete, prontos para presentes espontâneos. Encoraje as pessoas a lê-los e então agende um horário para discutir o livro.
3. Busque maneiras de encorajar os cristãos maduros de sua congregação a se encontrarem com outros (“Ei, Joe, com quem você vai almoçar hoje?”). E busque maneiras de entrosar os membros da igreja uns com os outros (“Ei, Joe, você já pensou em passar algum tempo com o John?”). 
4. Aplique a sua pregação não apenas a indivíduos, mas à igreja como um todo (p.ex. “O que essa passagem significa para nós como igreja? Ela significa que nós deveríamos estar prontos a encorajar e corrigir uns aos outros.”). Busque maneiras de encorajar o discipulado e o cuidado mútuo por meio das aplicações de seu sermão.
5. Pregue e aplique o evangelho. A correta pregação do evangelho deveria produzir cristãos que reconhecem a sua obrigação mútua de aconselhar e discipular uns aos outros baseado na identidade familiar compartilhada em Cristo. Tanto quanto possível, ajude a congregação a ligar os pontos entre a sua profissão de fé e o chamado para amar ativamente uns aos outros.
6. Ofereça classes de formação de adultos sobre discipulado e aconselhamento.
7. Ofereça classes de Escola Dominical sobre assuntos mais específicos, como “O temor do homem”ou “A vontade e a direção de Deus”.
8. Use as classes de novos membros da igreja para estabelecer uma expectativa de envolvimento regular na vida uns dos outros.
9. Use a entrevista com novos membros para perguntar ao candidato se ele ou ela deseja estar envolvido em um relacionamento de discipulado um-a-um.  
10.  Abasteça a loja de livros e a biblioteca de sua igreja com bons recursos sobre discipulado.
11. Considere ter um expositor de livretos da CCEF [N.T.: sigla em inglês da Fundação para o Aconselhamento e a Educação Cristãos, instituição fundada por Jay Adams] na sua igreja, para colocar à disposição esses brevíssimos e acessíveis recursos sobre um vasto número de assuntos específicos. Se possível, ofereça esses livretos de graça.
12.   Promova e distribua esses mesmos livros do púlpito.
13. Leia o livro de Paul David Tripp, Instruments in the Redeemer’s Hands  [Instrumentos nas Mãos do Redentor].
14.   Encoraje os indivíduos que você está discipulando para o ministério pastoral em tempo integral a lerem o livro When People Are Big and God Is Small, de Ed Welch [Quando as Pessoas São Grandes e Deus é Pequeno, publicado no Brasil pela Editora Batista Regular].
15. Ore. Peça a Deus para levantar presbíteros, mulheres piedosas e discipuladores maduros na sua congregação, para ajudarem no cuidado do rebanho.
16.   Como pastor, seja um modelo de humildade e de como receber correções!
17.   Considere prover os pequenos grupos da igreja com recursos recomendados de acordo com o tipo de pequeno grupo, tais como grupos de jovens casais ou grupos de solteiros.
18. Se os recursos permitirem, contrate um pastor em tempo integral para devotar-se ao aconselhamento.
19. Se os recursos permitirem, contrate uma mulher para devotar-se ao aconselhamento e a promover discipulado entre as mulheres na congregação.
20.  Encoraje os membros da igreja a participarem das conferências da CCEF e a fazerem uso de seus cursos de treinamento online.
21.  Ofereça uma classe de treinamento em aconselhamento para os membros e/ou os líderes de pequenos grupos da sua igreja. A CCEF oferece dois currículos excelentes – How People Change[Como as Pessoas Mudam] e Helping Others Change [Ajudando os Outros a Mudarem]. Esse material acessível aos líderes e leitores facilita aos pastores, líderes leigos e membros ensinarem uns aos outros sobre como aconselhar a Palavra e como cuidar melhor uns dos outros. (www.ccef.org)

(Esta lista sintetiza o conteúdo do artigo Twenty Ways to Cultivate a Culture of Counseling, de Jonathan Leeman e Deepak Reju.)

Tradução: Vinícius Silva Pimentel – Ministério Fiel © Todos os direitos reservados. Website:www.MinisterioFiel.com.br / www.VoltemosAoEvangelho.com. Original: Como treinar jovens para o ministério? Como desenvolver uma cultura de discipulado em sua igreja?

Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

POUPANÇA DE ANO NOVO

Você deve estar rindo, e pensando: Que poupança de ano novo que nada. Se eu conseguir pagar todas as dividas já estará de bom tamanho.  Eu entendo, é normal que se pense assim antes de olhar bem o esquema.  Dá pra fazer, vai por mim, você também consegue!
O ano está fresquinho, estamos cheios de planos para ele e se não fizermos nada, não começarmos agora, não adianta chegar ao final do ano e fazer das tripas coração pra conseguir dinheiro.
- Essa é a tabela da poupança de ano novo, um desafio de 52 semanas para economizar e chegar ao fim do ano com algum dinheiro na carteira. Essa tabela rolou no facebook e não consegui descobrir a fonte, então se alguém me informar eu dou os devidos créditos.
É perfeitamente fácil de seguir.
- Você pode fazer duas versões. Uma no banco, deixando sempre o mesmo dia para depósito na poupança, no final do mês e outra no cofrinho. Feche bem uma lata e semanalmente vá poupar.
- Imprima sua tabela e coloque na parede em frente a sua mesa para não esquecer; (para quem vai fazer a poupança no banco, anote as datas em que deve fazer o depósito na agenda, assim não terá desculpas).
- Sei que imprevistos podem acontecer, para prevenir alguns, você pode adiantar depósitos. No mês de janeiro, por exemplo, se juntarmos todos os depósitos da semana, vamos ter o incrível valor de dez reais, coloque uma nota de dez no cofrinho; (quem vai fazer outra poupança igual no banco, transfira logo da conta corrente para a poupança o mesmo valor). Quem só recebe da empresa uma vez ao mês, assim que pegar o dinheiro já faça logo seus depósitos, não espere sobrar, nem espere o mês acabar.
Vai ser muito bom manter essas reservas. Fazendo isso, ao final do ano, adeque sua lista de presentes ao valor que juntou, assim seu 13º salário, sobrará integral para você começar uma poupança no próximo ano, com o seu 13º salário. Se adotar essa prática anualmente, breve terá uma excelente reserva financeira para adquirir um bem durável que você deseje.
- A tabela é auto explicativa, basta depositar, guardar, esconder, numa caixa, lata, envelope, sugiro um local que possa ser bem fechado para evitar retiradas antes da hora e desanimar no projeto, um valor equivalente a semana em que estamos, primeira semana um real, segunda semana – dois reais , 34° semana – 34,00.  Seguindo esses passos, na ultima semana de dezembro você vai ter 1.378,00 sem juros.  Com os juros da poupança não vai mudar muita coisa, mas não custa tentar.
O que fazer com suas economias?
- A de casa fica para os consumos de fim de ano e de janeiro; poder sair sem se preocupar muito com as contas, e se divertir um pouco. Não é nenhuma fortuna, mas se levar em consideração que às vezes deixa-se de sair por causa do orçamento apertado, vai fazer grande diferença.
- O da poupança vai continuar lá, para emergências, todos devemos ter uma reserva e não contar com cartão de credito para alguma correria.

E você, como faz sua poupança? Ficou com vontade de começar a poupar também?

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Ao Cometer Suicídio, o Cristão Perde a Salvação?

- Miguel Núñez - 20 de Janeiro de 2014 - Vida Cristã
Esse tem sido um dos temas mais controversos ao longo dos anos, e que lamentavelmente muitos têm respondido de uma maneira emocional e não através da análise bíblica. Aqueles de nós que crescemos no catolicismo sempre ouvimos que o suicídio é um pecado mortal que irremediavelmente envia a pessoa para o inferno. Para muitos que têm crescido com essa posição, é impossível despojar-se dessa ideia.
Outros têm estudado o tema e, depois de fazê-lo, concluem que nenhum cristão seria capaz de acabar com sua própria vida. Há outros que afirmam que um cristão poderia cometer suicídio, mas perderia a salvação. E ainda outros pensam que um cristão poderia cometer suicídio em situações extremas, sem que isso o conduza à condenação.
Em essência temos, então, quatro posições:
1.     Todo aquele que comete suicídio, sob qualquer circunstância, vai para o inferno (posição Católica Tradicional).
2.     Um cristão nunca chega a cometer suicídio, porque Deus impediria.
3.     Um cristão pode cometer suicídio, mas perderá sua salvação.
4.     Um cristão pode cometer suicídio, sem que necessariamente perca sua salvação.
A primeira dessas quatro posições foi basicamente a única crença até a época da Reforma, quando a doutrina da salvação (Soteriologia) começou a ser melhor estudada e entendida. Nesse momento, tanto Lutero como Calvino concluíram que eles não podiam afirmar categoricamente que um cristão não poderia cometer suicídio e/ou o que se suicidava iria ser condenado. Na medida em que a salvação das almas foi sendo analisada em detalhes, muitos dos reformadores começaram a fazer conclusões, de maneira distinta, sobre a posição que a Igreja de Roma tinha até então.
No fim das contas, a pergunta é: O Que a Bíblia diz?
Começamos mencionando aquelas coisas que sabemos de maneira definitiva a partir da revelação de Deus:
·         O ser humano é totalmente depravado (primeiro ponto do TULIP calvinista). Com isso, não queremos dizer que o ser humano é tão mal quanto poderia ser, mas que todas as suas capacidades estão manchadas pelo pecado: sua mente ou intelecto, seu coração ou emoções, e sua vontade.
·         O cristão foi regenerado, mas mesmo depois de ter nascido de novo, devido à permanência da natureza carnal, continua com a capacidade de cometer qualquer pecado, com a exceção do pecado imperdoável.
·         O pecado imperdoável é mencionado em Marcos 3:25-32 e outras passagens, e a partir desse contexto podemos concluir que esse pecado se refere à rejeição contínua da ação do Espírito Santo na conversão do homem. Outros, a partir dessa passagem citada, atribuem a Satanás as obras do Espírito de Deus. Obviamente, em ambos os casos está se fazendo referência a uma pessoa incrédula.
·         De maneira particular, queremos destacar que o cristão é capaz de tirar a vida de outra pessoa, como fez o Rei Davi, sem que isso afete a sua salvação.
·         O sacrifício de Cristo na cruz perdoou todos os nossos pecados: passados, presentes e futuros (Colossenses 2:13-14, Hebreus 10:11-18)
·         O anterior implica que o pecado que um cristão cometerá amanhã foi perdoado na cruz, onde Cristo nos justificou, e fomos declarados justos sem de fato sermos, e o fez como uma só ação que não necessita ser repetida no futuro. Na cruz, Cristo não nos tornou justificáveis, mas justificados (Romanos 3:23-26, Romanos 8:29-30)
A salvação e o ato do suicídio
Dentro do movimento evangélico existe um grupo de crentes, a quem já aludimos, denominados Arminianos, que diferem dos Calvinistas em relação à doutrina da salvação. Uma dessas diferenças, que não é a única, gira em torno da possibilidade de um cristão poder perder a salvação. Uma grande maioria nesse grupo crê que o suicídio é um dos pecados capazes de tirar a salvação do crente. Nós, que afirmamos a segurança eterna do crente (Perseverança dos Santos), não somos daqueles que acreditam que o suicídio ou qualquer outro pecado eliminaria a salvação que Cristo comprou na cruz.
Tanto na posição Calvinista como na Arminiana, alguns afirmam que um cristão jamais cometerá suicídio. No entanto, não existe nenhum versículo ou passagem bíblica que possa ser usado para categoricamente afirmar essa posição. Alguns, sabendo disso, defendem sua posição indicando que na Bíblia não há nenhum suicídio cometido pelos crentes, enquanto aparecem vários casos de personagens não crentes que acabaram com suas vidas. Com relação a essa observação, gostaria de dizer que usar isso para estabelecer que um cristão não pode cometer suicido não é uma conclusão sábia, porque estamos fazendo uso de um argumento de silêncio, que na lógica é o mais débil de todos. Há várias coisas não mencionadas na Bíblia (centenas ou talvez milhares) e se fizermos uso de argumentos de silêncio, estamos correndo o risco de estabelecer possíveis verdades nunca reveladas na Bíblia. Exemplo: não aparece um só relato de Jesus rindo; a partir disso eu poderia concluir que Jesus nunca riu ou não tinha capacidade para rir. Seria esse um argumento sólido? Obviamente não.
Gostaríamos de enfatizar que, se alguém que vive uma vida consistente com a fé cristã comete suicídio, teríamos que nos perguntar antes de ir mais além, se realmente essa pessoa evidenciava frutos de salvação, ou se sua vida era mais uma religiosidade do que qualquer outra coisa. Eu acho que, provavelmente, esse seria o caso da maioria dos suicídios dos chamados cristãos.
Apesar disso, cremos que, como Jó, Moisés, Elias e Jeremias, os cristãos podem se deprimir tanto a ponto de quererem morrer. E se esse cristão não tem um chamado e um caráter tão forte como o desses homens, pensamos que pode ir além do mero desejo e acabar tirando a própria vida. Nesse caso, o que Deus permitir acontecer pode representar parte da disciplina de Deus, por esse cristão não ter feito uso dos meios da graça dentro do corpo de Cristo, proporcionados por Deus para a ajuda de seus filhos.
Muitos acreditam, como já mencionamos, que esse pecado cometido no último momento não proveu oportunidade para o arrependimento, e é isso o que termina roubando-lhe a salvação ao suicidar-se. Eu quero que o leitor faça uma pausa nesse momento e questione o que aconteceria se ele morresse nesse exato momento, se ele pensa que morreria livre de pecado. A resposta para essa pergunta é evidente: Não! Ninguém morre sem pecado, porque não há nenhum instante em nossas vidas em que o ser humano está completamente livre do pecado. Em cada momento de nossa existência há pecados em nossas vidas dos quais não estamos nem sequer apercebidos, e outros que nem conhecemos, mas que nesse momento não temos nos dirigido ao Pai para buscar seu perdão, simplesmente porque o consideramos um pecado menos grave, ou porque estamos esperando pelo momento apropriado para ir orar e pedir tal perdão.
A realidade sobre isso é que, quando Cristo morreu na cruz, ele pagou por nossos pecados passados, presentes e futuros, como já dissemos. Portanto, o mesmo sacrifício que cobre os pecados que permanecerão conosco até o momento de nossa morte é o que cobrirá um pecado como o suicídio. A Palavra de Deus é clara em Romanos 8:38 e 39: “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”. Note que o texto diz que “nenhuma outra coisa criada”. Esta frase inclui o próprio crente. Notemos também que essa passagem fala que “nem as coisas do presente, nem do porvir”, fazendo referência às situações futuras que ainda não vivemos. Por outro lado, João 10:27-29 nos fala que ninguém pode nos arrebatar da mão de nosso Pai, e Filipenses 1:6 diz que “aquele que começou a boa obra em vós, há de completá-la até o dia de Cristo Jesus”. Concluindo:
·         Se estabelecemos que o cristão é capaz de cometer qualquer pecado, por que não conceber que potencialmente ele poderá cometer o pecado do suicídio?
·         Se estabelecemos que o sangue de Cristo é capaz de perdoar todo pecado, ele não cobriria esse outro pecado?
·         Se o sacrifício na cruz nos tornou perfeitos para sempre, como diz o autor de Hebreus (7:28, 10:14), não seria isso suficiente para afirmarmos que nenhum pecado rouba a nossa salvação?
·         Se até Moisés chegou a desejar que Deus lhe tirasse a vida, devido à pressão que o povo exerceu sobre ele, não poderia um paciente esquizofrênico ou na condição de depressão extrema, que não tenha a força de caráter de um Moisés, atentar contra a sua própria vida de maneira definitiva?
·         Se não somos Deus e não temos nenhuma maneira de medir a conversão interior do ser humano, poderíamos afirmar categoricamente que alguém que deu testemunho de cristão durante sua vida, ao cometer suicídio, realmente não era um cristão?
·         Baseados na história bíblica e na experiência do povo de Deus, poderíamos concluir que o suicídio entre crentes provavelmente é uma ocorrência extraordinariamente rara, devido à ação do Espírito Santo e aos meios de graça presentes no corpo de Cristo.
·         Pensamos que o suicídio é um pecado grave, porque atenta contra a vida humana. Mas já estabelecemos que um crente é capaz de eliminar a vida humana, como o fez Davi. Se eu posso fazer algo contra alguém, como não conceber que posso fazê-lo contra mim mesmo? Essa é a nossa posição.
Como você pode ver, não é tão fácil estabelecer uma posição categórica sobre o suicídio e a salvação. Tudo o que podemos fazer é raciocinar através de verdades teológicas claramente estabelecidas, a fim de chegar a uma provável conclusão sobre um fato não estabelecido de forma definitiva. Portanto, quanto mais coerentemente teológico for meu argumento, mais provável será a conclusão que eu chegar. Agostinho tinha razão ao dizer: “Naquilo que é essencial, unidade; naquilo que é duvidoso, liberdade; e em todas as coisas, caridade”. Minha recomendação é que você possa fazer um estudo exaustivo, outra vez ou pela primeira vez, acerca de tudo o que Deus disse sobre a salvação, que é muito mais importante que o suicídio, que é quase nada.

- Bo@noia entende o Artigo acima, como um outro olhar sobre um tema atual e relevante, no entanto, recomenda como o autor, o estudo sério da doutrina da salvação (soteriologia).

Fonte: http://www.ministeriofiel.com.br/artigos/detalhes/633/Ao_Cometer_Suicidio_o_Cristao_Perde_a_Salvacao
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Família militar perde muito com falso cálculo da inflação. Inflação real de 2013 ultrapassa os 15%, governo diz que foi 5.9%

Os militares das forças armadas, que segundo calculos das associações já acumulavam perdas maiores que 130%, em maio de 2013 receberam reposição de 9.2%. Contudo, desse valor já perderam cerca de 65%. Isso se levarmos em consideração o cálculo da inflação feito pelo governo federal, que alega que o índice foi de 5.9%. Pelas estimativas de economistas mais realistas a inflação real do ano de 2013 ultrapassou os 15%, só não percebe isso quem não usa o salário para alimentação da família e vive completamente às custas do governo, como alguns altos funcionários do executivo. Só a carne aqui no rio aumentou em um ano mais de 20%. A cesta básica como um todo também aumentou bastante. Em Salvador a alta de 2013, medida pelo próprio Dieese, ficou por volta de 16%. Como então o governo pode dizer que a inflação foi de 5.91%?
No seu cálculo mágico o governo leva em consideração o preço do salmão, dos celulares e até o preço das passagens aéreas. A alimentação, item mais importante para quem é assalariado, tem peso de apenas 23% no cálculo. Assim é mole, se a alimentação pesasse mais nessa conta certamente ultrapassaríamos facilmente os 15%. No Rio de Janeiro, em maio de 2013, quando os militares receberam o reajuste, o quilo da asa de frango estava em R$ 5,5 reais. Hoje, 14 de janeiro de 2014, a asa de frango custa R$ 9,50, isso significa uma alta de 80%, um absurdo! 
Desse jeito fica difícil. Como nossos soldados, cabos e sargentos, parcela mais sofrida dos quartes, vão aguentar mais dois anos com esse falso reajuste?