"O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons." - Martin Luther King

domingo, 15 de março de 2015

MANIFESTAÇÕES DE HOJE (15/3/2015)

MANIFESTAÇÕES DE HOJE (15/3/2015) CONTRA O GOVERNO FEDERAL E O PT

SOLDADO TAMBÉM É CIDADÃO – Por Carlos Chagas

Tem acontecido, de quando em quando. É raro, mas em certas ocasiões os repressores negam-se a reprimir a multidão em revolta,  integrando-se nela e contribuindo para o  sucesso de suas reivindicações. Quando o povo cercou a Bastilha um corpo de Artilharia foi enviado para dispersá-lo, mas usou  os canhões para derrubar  muros da fortaleza.   Há outros exemplos, na História.
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Já imaginaram se hoje no Rio, São Paulo, Brasília ou qualquer capital, soldados das Polícias Militares se reunirem aos manifestantes, de braços dados, marchando juntos para exprimir  protestos iguais? Porque os militares, tanto quanto estudantes, operários, funcionários civis e povo em geral sofrem pela desídia do poder público.  Ganham pouco, enfrentam os mesmos percalços e sacrifícios, do transporte coletivo à falta de hospitais e escolas. Enfrentam a bandidagem e irritam-se ao saber dos  abusos e da bandalheira dos governantes. Como regra, curvam-se às determinações ditadas pela hierarquia e a disciplina, mas não terão seus momentos de indignação?
Na hora de investir contra o povo,  poderão hesitar.  Não se fala dos baderneiros, depredadores, black-blocs e sucedâneos, mas do   vizinho de quarteirão, do jovem que conheceu  no trem,   no ônibus ou  na fila do posto de saúde.  Um belo dia essas coisas acontecem: em vez de usar cassetetes e bombas de gás,  poderá quem usa farda  engrossar as fileiras do  povo? Será aplaudido. É tanto cidadão quanto soldado.
AS  CONSEQUÊNCIAS
Contando-se com o sucesso das manifestações de hoje em todo o país, com votos para que tudo transcorra pacificamente, a pergunta seguinte envolve suas conseqüências. Fará o quê, o governo Dilma, se centenas de milhares de pessoas tiverem expressado sua rejeição? Seria hora de mudar, não havendo nenhum desdouro em mudanças ditadas pela necessidade. Mas teria a presidente percepção e coragem para tanto? A sombra do desemprego paira sobre a Petrobras e afins, com previsões assustadoras.Não haverá nada a fazer? Dos 39 ministros pelo menos a metade não disse a que  veio.Que tal despachá-los? Os impostos e taxas subiram, os combustíveis também, além do preço de gêneros de primeira necessidade. Cortes no orçamento da educação, da saúde e da segurança pública prejudicam a vida da maioria da população. Não haverá forma de compensá-los com parte do lucro dos bancos ou o imposto sobre grandes fortunas? Antes de tudo, e muito mais, porém seria com que Madame ouvisse a voz das ruas. Descesse do pedestal para sentir o cheiro de povo.

quarta-feira, 11 de março de 2015

RAZÕES QUE ME LEVARÃO ÀS RUAS NO DOMINGO – POR GLAUCO FONSECA

Dilma mentiu, mente e mentirá sempre. Mentiu na campanha eleitoral, mentiu antes no dossiê contra Dona Ruth Cardoso e continuará mentindo, custe o que custar, a quem quer que seja. Deve ter mentido para maridos, para filha e mentirá para o neto. Dilma mente e eu detesto gente que mente compulsivamente, seja de que partido for.
Dilma acusou adversários de modo sórdido na campanha, disse que a comida sumiria da mesa do pobre caso ele votasse em Marina Silva, alegou que Aécio quebraria o país, como o PSDB teria feito já em outras ocasiões anteriores. Dilma aplicou sua régua pessoal a seus oponentes. Usou sua trena imunda para medir as estaturas alheias.
Dilma insiste em acobertar crimes e criminosos. Montou uma estrutura para abafar uma investigação que uma Presidente da República deveria ser a primeira interessada em desbaratar. Seu ministro da justiça, seu advogado-geral e seu procurador-geral (todos em letras minúsculas de modo proposital) são pessoas como ela, descompromissados com o que é certo, alienados com o que é direito e, se Dilma faz o diabo, essa gente está mancomunada com a coisa-ruim.
Dilma cometeu crimes eleitorais em profusão. Carros de som ameaçavam pessoas nas ruelas do agreste e do serão nordestinos, quando não pessoalmente, nas casas de brasileiros humildes, de brasileiros que necessitam dos programas de transferência de renda. Promoveu estelionato eleitoral, prometendo dar continuidade a programas sociais que ora descontinua, ampliar benefícios sociais que agora restringe e melhorar indicadores sociais e econômicos que se decompõem de podridão.
Dilma apoia Maduro, Castros, Kirschners, Morales e outros protótipos de ditadores latino americanos e africanos. Apoiou a tentativa de golpe de estado em Honduras, expulsou o Paraguai do Mercosul (os paraguaios vibram até hoje) e, como Lula, prefere a companhia de totalitários e sanguinários a democratas do mundo civilizado. E ao contrário do que seria o mínimo desejável, não lidera nada, não inspira nada, não realiza absolutamente nada para absolutamente ninguém em qualquer lugar.
Dilma não é líder política no Brasil. Não é uma pessoa modelar, que é importante para o povo buscar nela referenciais para suas vidas. Não é uma pessoa popular, não consegue se comunicar (a não ser quando mente) e possui uma agressividade improdutiva no olhar distante, típico de sociopatas “visionários”. Ela não terá fidelidade nem admiração nem de seu motorista no ocaso de sua vida política.
Dilma liquidou, acabou, detonou a maior empresa brasileira, a Petrobras, assim como desmontou, com Lula e a camarilha petista, as agências reguladoras, o BNDES, a Caixa, os Correios e o sistema Eletrobrás. Isto por enquanto. Ela foi ministra de minas e energia, presidente do conselho da Petrobras, presidente da república e delatores premiados declararam que ela e Lula sempre souberam dos desvios na estatal petroleira.
Dilma nega, mas quer a imprensa amordaçada, solapada, garroteada. Não é amiga da liberdade de expressão e da livre manifestação. Ela, seu “entourage” e seu partido não são, nunca foram e nunca serão democratas nem republicanos.
Agora compare tudo isto com uma Fiat Elba, reflita e vá pra rua dia 15 de março.


terça-feira, 3 de março de 2015

DILMA VAI AO MERCADO – POR GLAUCO FONSECA


Dilma foi às compras no Uruguai. Foi comprar leite no supermercado. ¡Que rico!
Decidiu ver gente com a qual ela não tem nenhuma responsabilidade, onde não há cobranças, onde ninguém grita “fora” nem “fuera”. Foi até o Supermercado cujo nome é Devoto, entenderam? Não sei se é ironia ou ato falho, mas Dilma está à procura de popularidade, de harmonia, de...votos.
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Nossa presidente foi comprar leite. Leite? Hospedada no melhor hotel do Uruguai, Dilma estava com vontade de tomar leite? Bom, o leite uruguaio é realmente saboroso. Por aí, até entendo. A presidente do gigante continental, maior país da América Latina, sétima maior economia do mundo (em breve, oitava...), estava precisando ir ao Devoto comprar leite. Mesmo eu gozando da mais parca autoridade em psicanálise, ouso tecer alguns comentários a respeito desta historinha canhestra. Dilma foi buscar leite por que o leite lembra nutrição, lembra mãe, lembra segurança, conforto e carinho. Dilma foi atrás Devoto buscar carinho das pessoas, simpatia e calor humano que não fosse dos urubus que a cercam no Palácio do Planalto.
Nossa presidente está se sentindo culpada de ter mentido muito nas eleições. Está preocupada com a hipótese do dinheiro sujo da Petrobras ter irrigado as finanças de sua campanha. Está mais magra e não consegue desmanchar o semblante horrorizado com o que pode acontecer no dia 15 de março. Precisava sair, tirar fotos e ser abraçada por gente que não sabe “o diabo” que ela fez para ganhar a eleição. Está carente de paz, de ter de responder por tantos erros, desde o insólito dossiê contra Dona Ruth até o ato populista de reduzir contas de luz por capricho.
O velho Uruguai é um capítulo à parte desta pequena fábula dilmista. Lá é terra de Mujica, o Tupamaro (guerrilha terrorista de cujas versões brasileiras - Colina e VAR-Palmares - Dilma fez parte) e da maconha descriminalizada. Nada como estar em terras tupamaras, tomando um leitinho descansada, podendo ou não fumar um baseado pago com cartão corporativo, o que seria até legal, juridicamente falando.
Dilma foi buscar leite pois, quando foi buscar lã, saiu tosquiada. Está agressiva, balbuciando por aí seu dialeto que poucos entendem, quiçá ela mesma. Nas próximas horas, o Brasil vai conhecer uma lista satânica, daqueles políticos que também fizeram o diabo, mas com dinheiro público. Estaria ela nesta lista, como mandante ou sabedora dos inúmeros crimes cometidos? Haja leite...
O Brasil é uma imensa vaca leiteira e Brasília é seu maior curral. É lá onde mamam, sem parar, milhares de políticos ordinários e ladrões. Brasília, uma linda cidade de povo cordial, é também um lugar onde habitam bandidos que vivem “Devoto”. A capital do país é um gigantesco Devoto, onde muitos vão buscar leite. O leite que eles tomam deixa-os viçosos, gordos, espertos. Eles adoram Devoto e leite. O leite mais gordo e opulento encontram no balcão do STF. O leitinho morno achado no STF é daquele que eles mais gostam, porque se sentem seguros, nutridos, tranquilos.
Lula e Dilma precisam Devoto, mas só o que merecem é leite derramado.