“ "O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons." - Martin Luther King
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Secretária Municipal de Educação promete pagamento aos Professores do REDA - Este vídeo é de Outubro e até agora continuam só as promessas... nada resolvido
-Este vídeo é de Outubro, e até agora só as promessas para o pessoal do REDA
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
O Inferno em que Rob Bell se Meteu

Postado por Augustus
Nicodemus Lopes em "O Tempora, O Mores..."
Acabo de ler a entrevista que Rob Bell deu à
revista VEJA desta semana (28/11/2012) com o título “Quem falou em céu e
inferno?”. A entrevista provocou intensa polêmica nas redes sociais. Rob Bell
se tornou uma figura polêmica quando passou a pregar a salvação de todos os
seres humanos no final (universalismo) negando, assim, a realidade do inferno.
Este ano ele deixou a igreja que fundou, a Mars Hill Bible Church –
não confundir com a Mars Hill Church do Mark Driscoll, uma não tem nada a ver
com a outra – para se dedicar ao ministério itinerante percorrendo, segundo a
revista VEJA, “o mesmo circuito das bandas de rock”.
Inteligente, carismático, conectado e bom
comunicador, Rob Bell tem atraído muitos jovens evangélicos no Brasil,
especialmente após o lançamento de seu livro O Amor Vence no
ano passado e seus vídeos muito bem produzidos no YouTube.
Achei a entrevista dele extremamente esclarecedora,
mesmo considerando que estas entrevistas são editadas e por vezes amputadas
pelos editores e raramente publicadas na íntegra. Se o que temos na VEJA é
realmente o pensamento de Rob Bell, então declaro aqui que poucas vezes na
minha vida vi uma figura religiosa de prestígio se contradizer tanto em um
espaço tão curto. É por isto que esta entrevista é esclarecedora. Qualquer
evangélico de bom senso, que tenha um mínimo de conhecimento bíblico e que
saiba seguir um raciocínio de maneira lógica irá se perguntar o que Rob Bell
tem que atrai tanta gente.
Vou começar reconhecendo o que não há de tão ruim
na entrevista. Bell se posiciona contra o aborto e reconhece as limitações do
darwinismo para explicar a totalidade da existência, embora aceite que Deus
poderia ter usado o processo evolutivo como o método da vida.
Bell também está certo quando diz que céu e inferno
são “como dimensões da nossa existência aqui e agora”. Concordo com ele. Os
ímpios já experimentam aqui e agora, alguns mais e outros menos, os sofrimentos
iniciais do inferno que se avizinha. Da mesma forma, os salvos pela fé em
Cristo, pela graça, já experimentam o céu aqui e agora, embora de forma
limitada. Lembremos que Jesus disse que quem crê nele já tem a vida eterna. O
Espírito em nós é o penhor da nossa herança e nos proporciona um gosto
antecipado do que haverá de vir.
Surpreendente para mim foi ver que nesta entrevista
Bell não nega o céu ou o inferno depois da morte, mas sim que possamos saber
com certeza que eles existem depois da morte. Nas suas próprias palavras,
“acredito que céu e inferno são realidades que se estendem para a dimensão para
a qual vamos ao morrer, mas aí já entramos no campo da especulação”. A “bronca”
dele é com a certeza e a convicção que as igrejas e os evangélicos têm de que
após a morte existe céu e inferno. “Vamos pelo menos ser honestos. Ninguém sabe
o que acontece quando morremos. Não tem fotografia, não tem vídeo”. É claro
que, por este critério, também não podemos ter certeza se Deus existe ou que
Jesus existiu, pois não temos nem foto nem vídeo deles – que eu saiba...
domingo, 2 de dezembro de 2012
Melancolia e revolta
- por Fernando Henrique
Cardoso –
ex-presidente da República
O que entristece não é só a conduta de algumas
pessoas. É o silêncio das instituições democráticas
Não sou propenso a queixas nem a desânimos.
Entretanto, ao pensar sobre o que dizer nesta crônica, senti certa melancolia.
Escrever outra vez sobre o mensalão e sobre o papel seminal do STF? Já tudo se
sabe e foi dito.
Entrar no novo escândalo, o do gabinete da
Presidência em São Paulo? Não faz meu estilo, não tenho gosto por garimpar
malfeitos e jogar mais pedras em quem, nesta matéria, já se desmoralizou
bastante.
Tentei mudar de foco indo para o econômico. Mas de
que vale repetir críticas aos equívocos da política petrolífera, que começaram
com a redefinição das normas para a exploração do pré-sal?
As novas regras criaram um sistema de partilha que
se apresentou como inspirado no “modelo norueguês” — no qual os resultados da
riqueza petrolífera ficam em um fundo soberano, longe dos gastos locais, para
assegurar bem-estar às gerações futuras —, quando, na verdade, se assemelha ao
modelo adotado em países com regimes autoritários.
Até aqui o novo modelo gerou apenas atrasos, custos
excessivos e estagnação, além de uma briga inglória (e injusta para com os
estados produtores) a respeito de royalties que ainda não existem e que, quando
existirem, serão uma torneira aberta para gastos correntes e pressões
inflacionárias.
Assinar:
Postagens (Atom)