"O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons." - Martin Luther King

sábado, 8 de dezembro de 2018

Inimigos perigosos - Por JOSÉ MAURÍCIO DE BARCELLOS


Resultado de imagem para artigosTodo santo dia eu constato, com muita alegria, a tremenda desmoralização que as Redes Sociais estão impingindo contra a psicótica dominação que a imprensa profissional exerce sobre a sociedade brasileira. Não é de agora. Há quase meio século que reinam os Barões dos Conglomerados da Comunicação, com seus cúmplices, serviçais e asseclas contra a verdadeira vontade de uma Nação sem voz e sem vez. O mais doído de tudo isso é que esta aberração, esta distorção e este engodo vêm de serem perpetrados e enfiados goelas abaixo da grande maioria do povo através de uma velhaca justificativa fincada na liberdade de expressão que é a base e a garantia do regime democrático.
Quando em um País somente uns poucos podem externar o que bem entendem; quando apenas os poderosos dominam os meios de comunicação, justos os que são realmente influentes; quando a grande maioria da sociedade não reúne a menor condição para se contrapor aos interesses de uns poucos privilegiados, nesta Nação a verdadeira democracia não existe.
Ponderem comigo. Aqui no Brasil que chance tem o cidadão comum se pretender enfrentar a força da mídia televisada, falada ou escrita, quando esta, no dia a dia, de forma insidiosa, prega as destruição (ou como alardeiam: a desconstrução) dos valores nos quais se fundamenta esta Nação? Que ação eficaz tem o homem comum se quiser se rebelar contra a corrupção que torna as grandes empresas midiáticas sócias dos cofres públicos?


Pensem no que se transformou o poder descomunal do sistema “Goebells” de comunicação, de 1985 para esta parte. Essa gente dominou a manifestação do pensamento, cavalgando uma ideologia “Gramsciniana” de esquerda com a qual, nos últimos 30 anos, varreu o pensamento liberal conservador do mercado editorial e impediu sua divulgação por qualquer veículo, ainda que fosse o mais inexpressivo e desinfluente. Dominaram tudo tão profundamente – desde um simples comercial veiculado a peso de ouro até os mais sofisticados espetáculos ou as manifestações culturais – que o doentio propósito que se vê em tudo é invariavelmente o mesmo: a) subverter e sublevar os tradicionais valores da sociedade brasileira; b) manter a grande massa popular cativa de seus entretenimentos diversionistas; c) desenvolver ostensivamente sua enorme influência de Norte a Sul do País, usada como moeda de troca para permanecer como 4º poder da República, quer estivesse este com a esquerda ladra e delinquente, quer com a detestável direita negocista, insensível e voraz.
Quando os profissionais dos grandes Conglomerados engendram e desenvolvem qualquer campanha midiática – e o fazem da maneira mais avassaladora – nunca visam ao Brasil; nunca pugnam pelo bem estar e pela libertação do cidadão da miséria para qual eles próprios contribuíram; nunca pensaram no que podiam fazer por esta Nação, mas tão somente em prol de seu poder e dos seus privilégios.
Não é o Brasil que tem uma imprensa livre. É a imprensa brasileira – como empresa cartelizada mais cara e menos plural do Mundo – escondida atrás do salutar e inarredável princípio da liberdade de imprensa, que exerce seu nefando domínio sobre o Brasil inteiro. Não sei se qualquer outra Nação desenvolvida e livre padece de um mal deste tamanho. Também não sei como nos permitimos chegar e esse ponto. Deveríamos, pelo menos, ter ouvido a oração do velho Ruy Barbosa em sua campanha constitucionalista de 1891: “o mal nunca vence o bem senão usurpando a este o necessário para iludir, o adormecer, o fraudar, o substituir, o vencer”. Sempre tivemos condições de vencer, mas nos acomodamos. Melhor fosse que não tivéssemos subestimado aquela gente e descurado tanto.
Todavia aqueles tempos de trevas estão se esgotando Em breve, como nas maiores democracias do Mundo, teremos uma imprensa livre e definitivamente liberta das peias dos poderosos, como já ocorre nesta corajosa Tribuna da Rede Mundial de Computadores. Estou convicto de que são os bons homens da imprensa quem mais esperam por esse dia.
Ninguém mais ousa pensar, depois destas últimas eleições gerais no Brasil, que o cidadão comum estará para sempre à mercê da elite dominadora que se diz pensante. Realmente, as ações incontroláveis das Redes Sociais e seu mágico alcance por intermédio da Rede Mundial de Computadores chegaram para definitivamente implodir os “bunkers das comunicações” e desalojar seus perversos residentes, doutrinadores e manipuladores dos anseios deste povo explorado e indefeso.
A meu sentir o pior já passou. Ninguém vai colocar algo deletério na telinha em prol de suas torpes ideologias certo de que não podem ser vergonhosamente desmentidos ou desautorizados. Isto vale também para as corporações e para chamada elite intelectual de esquerda que até hoje tiveram espaços na grande mídia para distorcer, para mentir e para iludir nossa gente. Que se cuidem todos porque as Redes Sociais serão terríveis algozes dos vendilhões da Pátria.
Numa apertada síntese, jogo luz sobre o que já vem acontecendo em relação aos limites agora impostos àquela gente que até aqui reinou soberana. Qualquer um que tenha um celular na mão pode acessar o vídeo onde Flávio Bolsonaro dá uma segura paulada numa dessas repórteres metidas a besta da “Rede Goebells”, que petulantemente quis escarnecer do Presidente eleito por conta do número de militares indicados para seu Ministério. Uma claque de imbecis jornalistas vermelhinhos ali presente ostentou um sorriso de satisfação, mas só até a hora do jovem senador responder: “Jair Bolsonaro foi eleito para colocar militares no Ministério, porque é dessa forma que o povo decidiu. Se o povo quisesse que seu pai colocasse ladrões na sua equipe tinha votado no PT”. Não é ótimo? Este vídeo esfoliante das empáfias e das soberbas de famosos está correndo pelo Brasil inteiro.
Outro vídeo mostra quando um passageiro comum de um voo comercial avistou um Mandarim do STF, nomeado para Corte pelo “Ogro Encarcerado”, sentado na primeira fila do avião e disse na cara dele o que todo cidadão honrado tem vontade de dizer: “Que tem vergonha de ser brasileiro. Quem tem vergonha do Supremo”. O empedernido “Capa Preta” virou bicho e, ameaçando o rapaz de prisão por injúria ou difamação, exigiu que fosse chamada a Polícia Federal. O ato do corajoso brasileiro não tipifica crime de injúria ou de difamação porque o jovem advogado não criticou o Ministro, mas sim o Supremo e além do mais se retenha: aqueles “crimes contra honra” não se aperfeiçoam em relação a entes de direito público (repartições públicas) ou contra pessoas jurídicas de direito privado (empresas). Somente pessoas físicas (o cidadão) são dotadas de honra subjetiva que possa ser ofendida. Isto qualquer primeiranista de direito já aprendeu.
Com a força das Redes Sociais nas mãos do povão, fico pensando quando chegará o dia em que, diante de um episódio semelhante, então todos os passageiros e a tripulação também acabem por se rebelar e coloquem o Ministro para fora do avião pelas escadas abaixo ou se aí mais adiante ainda, o povo cansado de pagar caríssimo por tanta vergonha venha exigir, valendo-se de seu poder constitucional, que o Supremo seja esvaziado, mandando-se para o lixo da história todos os perigosos inimigos desta Nação Verde e Amarela. Avalio que se o STF tentar libertar Lula isso apressaria bem as coisas. A conferir.
Jose Mauricio de Barcellos ex Consultor Jurídico da CPRM-MME, é advogado



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